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A CNN divulgou nesta segunda-feira, 17/08/09, uma pesquisa que constata que 90% das notas de dólares estadonudenses contém resquícios de cocaína.
Em Brasília o percentual é de 75% das notas em circulação.
Os caixas eletrônicos podem ser os maiores responsáveis pela disseminação, já que transfere os vestígios do pó para as notas próximas. As máquinas, sempre elas...
As notas de U$ 1,00 são menos propensas a levar os traços.
"The term 'dirty money' is for real."
Íntegra em: http://edition.cnn.com/2009/HEALTH/08/14/cocaine.traces.money/index.html?section=cnn_latest
terça-feira, 18 de agosto de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Terrorismo Moralista e Indícios de Megalomania no CQC
Eles são ótimos. Marcelo Tas tem um histórico respeitável de um jornalismo engajado (Repórter Varela), e um personagem edificante para a infância da minha geração (Prof. Tibúrcio).
Os outros moços do programa contam com uma inteligência afiada, repertório, além de serem gentis e charmosos.
O quadro Proteste Já do adorável Rafinha Bastos nos convida à democracia participativa, e tem o condão de interferir diretamente na situação política de uma comunidade. As indagações irônicas de Danilo Gentili pelos corredores do senado desvelam a ignorância e indiferença dos nossos parlamentares. Meus aplausos.
O formato do programa cativa. Humor sagaz e comprometimento social - o que diferencia de outros humorísticos de vulgaridade reiterada e apelação non sense - fizeram do programa um sucesso em poucas edições. Em suma: o potencial de esclarecimento político e denúncia é o que sustenta a peculiaridade do show.
Os guris também estão presentes nas highways virtuais da rede e contam com centenas de milhares de fãs que não poupam elogios à suas performances. Celebridades se declaram, jovens mulheres se oferecem, jovens homens se inspiram, anunciantes se dobram: CQC é merecidamente pop.
Em pouco tempo, de artistas desconhecidos eles se tornaram formadores de opinião com agendas lotadas em stand-ups em todo o país. E, como se cumprissem o destino do sucesso precoce, surgem os primeiros indícios de megalomania (ilusão de grandeza e superioridade, no caso, moral).
Há duas semanas o programa exibe um quadro, conduzido por Danilo Gentili, que tem a pretensão de denunciar e alertar sobre a pedofilia na internet.
Uma bela atriz de 24 anos se passa por uma adolescente de 15 e incita homens a conversarem com ela via msn.
A bonita não oferece resistência qualquer ao convite para iniciar uma chamada de vídeo. Aliás, essa é a indução que sustenta o quadro.
Honestamente: qual o objetivo implícito de um casal desconhecido até então, ao abrirem suas webcams? Apreciarem-se esteticamente, creio.
D´outro lado os homens constatam a beleza da manceba que declara estar sozinha em casa. Para conferir certa vitimização juvenil ela questiona:
- Você não liga de eu ter 15 anos?
Essa graciosa pergunta, parece-me, enaltece a volúpia da real vítima que desfruta aquela imagem cândida e risonha da mocinha de franja.
Parêntesis: Quem vai negar que a mídia, a moda, o mercado fonográfico, publicitário, cinematográfico tem como apelo visual a figura da adolescente? A gatinha impúbere faz parte do imaginário erótico masculino - quer queira ou não a União Brasileira dos Moralistas de Fachada*. Vide Britney Spears et alli.
Voltando: como esperado, o homem, visivelmente excitado, propõe que bela levante-se, ou dispa-se, ou averigue sua ereção...
Aí entra Gentili satirizando o frustrado homem, que rapidamente encerra a conexão.
Incautos bradam com semblante contraído: que falta de vergonha! Para mim não passa de terrorismo moralista. Explico:
1 - Uma garota de 15 anos é adolescente, não criança. É sujeito. E pasmem, queridos, conta com PLENA liberdade sexual. Até a Suprema Corte concorda. Logo, ela pode dispor de seu corpo, via web ou tactilmente falando. Negar isso é suplantar a capacidade de cognição das gurias. É presumi-las sem capacidade de entendimento sobre o sexo. Logo, não se trata de pedofilia. A demonizada expressão no quadro é equivocada e sensacionalista.
2 - Ao imputar as vítimas do quadro como pedófilos é encoberta a verdade do desejo: everybody wants the girl. E por horror à identificação (que geraria culpa), denunciam e supliciam o agente revelador do desejo. Freud, é claro, já explicou.
3 - O quadro induz, incita, instiga e excita os homens que participam dele involuntariamente. É o verdadeiro agente da suposta e imaginária infração que pretende denunciar. É o que no Direito Penal chamar-se-ia de flagrante preparado, vedado em nosso ordenamento: pois é claro, o Estado não pode punir um crime fomentado por ele. Gentili e a atriz aproximam o doce na boca da criança para depois culpá-la de desejar abocanhar a guloseima. Isso que é sacanagem.
É certa a gravidade da pedofilia real que vitimiza crianças em todo o mundo. É certo que a internet propiciou a circulação de materiais pornográficos envolvendo os pequenos, que não contam com capacidade de discernimento acerca do sexo; que não são capazes de resistir ou consentir.
Mas esse não é caso.
A popularidade do programa Custe o Que Custar devido a seu bem-vindo caráter de denúncia mostra indícios megalomaníacos ao utilizar expressões demonizadas e acusar indivíduos de algo que sequer pode ser reprovável. É esquisito um homem de 50 anos desejar uma garota que diz ter 15? Pode até ser. Mas é lícito e legítimo, posto que socialmente estimulado.
Reitero: gosto do programa, estou cativada há tempos por Marcelo Tas e agora por seus adoráveis "animais". Entretanto, o fato de gostar de algo nunca me impediu de vislumbrar ressalvas a ele.
Vida longa ao CQC, e que o sucesso advindo de seu potencial emancipatório não lhes (e nem nos) saqueie a capacidade de auto-crítica.
____________________
*André Dahmer, cartunista e criador dos Malvados, tem uma série elucidativa chamada a União Brasileira dos Moralistas de Fachada. Como postei em meu twitter, ele fala pouco e diz muito, como sói passar com as mentes mais argutas: www.malvados.com
Outra mini-decepção ficou por conta de um comentário (também megalomaníaco) de Tas em seu blog em que diz que Saramago é medíocre e ilegível. A inaptidão do leitor implica na desqualificação do escritor? Ainda assim, meus beijos ao Tas. Posso suportar a sua incapacidade em apreciar a deliciosa escrita do portuga.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Colóquio Direito, Medicina e Psicanálise
A Universidade Federal do Paraná promove o Colóquio: Infância, Família e Poder, nos dias 06 e 07 de agosto, no salão nobre da Faculdade de Direito, Praça Santos Andrade.
Entre os temas: Bullying, adoção homoafetiva, adolescência, hiperatividade.
Link do cartaz com a programação: http://www.ppgd.ufpr.br/pdf/cartaz/2009080607.pdf
As vagas esgotaram-se, infelizmente.
Entre os temas: Bullying, adoção homoafetiva, adolescência, hiperatividade.
Link do cartaz com a programação: http://www.ppgd.ufpr.br/pdf/cartaz/2009080607.pdf
As vagas esgotaram-se, infelizmente.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
The Girl from Monday

Esse filme The Girl from Monday, ao estilo da ficção científica professada em 1984 (Orwell) e em Admirável Mundo Novo (Huxley), renova nossa capacidade de espanto com os rumos da existência qualificada pelo consumo. O Outro agora é o Mercado. E o monópolio do life style pela corporação Triple M abrange desde o afeto-romântico-erótico até cirurgias cardíacas desnecessárias.
Menos metafórico que os dois clássicos literários citados, (e portanto mais óbvio), esse longa de 2005, em formato digital dirigido por Hal Hartley –figurinha carimbada no Sundance e em toda a sorte de festivais independentes – promete uma boa reflexão sobre a ideologia do gozo pleno.
Menos metafórico que os dois clássicos literários citados, (e portanto mais óbvio), esse longa de 2005, em formato digital dirigido por Hal Hartley –figurinha carimbada no Sundance e em toda a sorte de festivais independentes – promete uma boa reflexão sobre a ideologia do gozo pleno.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Chacal
A vida é curta
Pra ser pequena
.
onde o sentido está contido?
comigo? contigo?
onde andará o sentido?
sentado à beira do abismo?
abismado com tanto cinismo?
onde andará o sentido?
sentado no cais a ver navios?
no meio do mar à deriva?
onde o sentido se esquiva?
.
Me afastei do passado
e com os 2 pés no presente
nascerei no futuro
no meio desse caminho
vou gerando o gerúndio.
.
Quem asa
quem casa, quer cousa
quem ousa, quer asa
.
Por você morro de amores
e mordo diamantes
e dos cacos dos meus dentes sangrando
faço um cordão
pra enfeitar sua fantasia
________________
Poeta Chacal (Ricardo de Carvalho) é do Rio de Janeiro, turma de 51.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Psico-técnicos, psico-cratas, psi-canalhas
Para quem busca "auto-conhecimento" e não quer passar dez sofríveis anos em um divã a fim de "desmistificar suas camuflagens subjetivas" - até porque lá, no divã, você só vai des-conhecer-se - a mais avançada tecnologia psi, elaborada por Skinner e seus adeptos, nos traz um método de verdade do sujeito, digno de nota. Uma nota irônica, por supuesto.
Com a realização de tal exame, o saber não é suposto. É constatado. Vejam por exemplo o famigerado Teste Palográfico, com duração de apenas 15 minutos, o examinando ao soar de alguns sinais passa a riscar tracinhos enfileirados em uma folha em branco. Singelo e maquinal, o teste promete:
Baseado na realização de traçados feitos pelo Sujeito, apresenta dados de ritmo e qualidade de trabalho, fatigabilidade, inibição, elação, depressão, temperamento, constituição tipológica, inteligência, etc.
Que nobre, eles usam o termo "sujeito", e em letra maiúscula.
Esse e mais outros absurdos em:
Com a realização de tal exame, o saber não é suposto. É constatado. Vejam por exemplo o famigerado Teste Palográfico, com duração de apenas 15 minutos, o examinando ao soar de alguns sinais passa a riscar tracinhos enfileirados em uma folha em branco. Singelo e maquinal, o teste promete:
Baseado na realização de traçados feitos pelo Sujeito, apresenta dados de ritmo e qualidade de trabalho, fatigabilidade, inibição, elação, depressão, temperamento, constituição tipológica, inteligência, etc.
Que nobre, eles usam o termo "sujeito", e em letra maiúscula.
Esse e mais outros absurdos em:
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